Eu, Will Steinagel, criei o Rotariza depois de ver meu irmão, um amigo e nosso primeiro cliente virarem a chave numa operação desorganizada — três vezes, do mesmo jeito.
O Rotariza não nasceu de pesquisa de mercado, planilha de mercado endereçável ou validação de startup. Nasceu de ver gente que eu conheço bem — meu irmão, um amigo, o primeiro cliente da empresa — numa operação desorganizada, e virando a chave quando o Rotariza começou a organizar aquilo pra eles.
Um açaí, um brownie, um cliente de água e gás
Meu irmão vendia açaí — fazia e entregava ao mesmo tempo, numa operação simultânea, não uma coisa de manhã e outra de tarde. Quando a demanda passava do que ele dava conta sozinho, chamava uns amigos pra ajudar a entregar. Muitas vezes ficava desorganizado — quem já saiu, quem falta, quem pegou qual pedido — mas ele dava um jeito. Parou de vender açaí depois, mas até hoje recomenda o Rotariza pra vários estabelecimentos.
Um amigo que entregava brownie vivia a mesma bagunça, do jeito dele. E o primeiro cliente de verdade da empresa — uma distribuidora de água e gás aqui perto — também.
Os três tiveram uma mudança drástica na operação quando o Rotariza começou a organizar as coisas pra eles. Não foi sorte de um caso isolado: foi o mesmo problema, resolvido do mesmo jeito, três vezes seguidas — e foi isso que me convenceu de que não era força de um negócio específico, era o formato do problema.
Uma dor de interior de São Paulo, mas não só de lá
Eu moro no estado de São Paulo. O Rotariza começou resolvendo um problema que eu via em Hortolândia, na loja do meu irmão, no negócio do meu amigo — gente que eu conheço pelo nome. Mas a dor não é de lá. É a mesma em farmácia de Recife, distribuidora de gás em Fortaleza, laboratório em Porto Alegre. Troca o produto — açaí, remédio, botijão — e a bagunça de "quem entrega o quê" é idêntica. Não escrevi o Rotariza pensando num nicho; escrevi vendo o mesmo problema se repetir toda vez que eu contava a história pra alguém de outro canto do país.
De sistema grande pra problema pequeno
Antes do Rotariza, passei por sistemas de grande porte — incluindo tempo na IBM e em operações fora do Brasil. É bagagem construída resolvendo problema de escala, de gente que nunca vai usar o que a gente entrega direto na mão.
O Rotariza é o oposto disso, de propósito. É esse tanto de rigor técnico — otimização de rota de verdade, não planilha disfarçada de sistema — aplicado num problema do tamanho de uma pizzaria, uma farmácia de bairro, um depósito de gás. Trazer o que tem de melhor em engenharia de sistema grande pra resolver o problema de quem tem três entregadores e nenhum tempo sobrando é, literalmente, o motivo do produto existir.
Por que isso importa pra você
Se você está lendo isso pensando em quem fez o sistema que você está prestes a usar: sou eu, Will Steinagel, e o Rotariza resolve o problema que eu vi de perto — não um problema que eu imaginei. Cada tela nova nasce de alguém reclamando comigo, direto, do jeito que meu irmão reclamava do açaí.