Nove setores confiam no Rotariza pelo mesmo motivo: o motor de roteirização é idêntico para todos eles — só a camada de vocabulário muda por setor.
Nove setores diferentes usam o Rotariza, e nenhum deles usa a palavra "entrega" do mesmo jeito. Isso não é coincidência nem coleção de logotipo de cliente — é o motor de roteirização por trás fazendo o mesmo cálculo, enquanto a tela na frente muda de nome, sozinha.
O motor é um só; a língua muda
Por baixo, todo pedido — de restaurante, farmácia ou laboratório — passa pelo mesmo VRP (o algoritmo que decide a ordem das paradas e a divisão entre entregadores). O que muda é a camada de vocabulário: dez presets, um por setor, cada um trocando os substantivos que aparecem na tela.
| Setor | O que vira "entrega" | Quem entrega | Quem recebe | O que carrega |
|---|---|---|---|---|
| Restaurante e delivery | Pedido | Entregador | Cliente | Item |
| Farmácia e drogaria | Entrega | Entregador | Cliente | Produto |
| Mercado e hortifruti | Pedido | Entregador | Cliente | Produto |
| Gás e água mineral | Pedido | Entregador | Cliente | Vasilhame |
| Floricultura e presentes | Entrega | Entregador | Destinatário | Arranjo |
| Distribuidora e atacado | Pedido | Motorista | Cliente | Volume |
| E-commerce e last mile | Envio | Entregador | Destinatário | Pacote |
| Serviços em campo | Atendimento | Técnico | Cliente | Serviço |
| Laboratório e coleta | Coleta | Coletor | Paciente | Amostra |
Repara no laboratório: não é "entrega" que vira "coleta" por tradução bonita — é "cliente" virando "paciente", "entregador" virando "coletor", e "item" virando "amostra". A rota é matematicamente igual à de um restaurante; a tela inteira, não.
Rotariza pra laboratório: o caso mais distante de "entrega"
Um laboratório com coleta domiciliar não "entrega" nada — ele recolhe uma amostra de um paciente, e quem faz isso é um coletor, não um entregador. Chamar isso de "entrega" na tela seria pedir pra equipe clínica traduzir o sistema toda vez que olhar pra ele. O preset de laboratório troca até o nome da rota: em vez de "Rota" e "Parada", é "Roteiro" e "Visita" — mesma palavra que serviços em campo usa, porque as duas operações têm mais a ver com visitar alguém do que com deixar uma sacola na porta.
Rotariza pra distribuidora: motorista, não entregador
Uma distribuidora de atacado não fala em "entregador" — fala em motorista, porque é assim que o setor chama quem dirige o caminhão. E o que sai do centro de distribuição não é um "item", é um volume. São detalhes pequenos, mas é a diferença entre um sistema que parece feito pro seu negócio e um que parece emprestado de outro.
Rotariza pra serviço em campo: nem sempre é entrega
Serviços em campo — instalação, manutenção, assistência técnica — usam o Rotariza pra organizar rota de técnico, não de entregador. O que existe não é "entrega", é atendimento; o que fica pra trás não é uma prova de entrega, é o serviço concluído. É o preset que mais se afasta da palavra "delivery" e mostra que o produto nunca foi só sobre entregar sacola.
Farmácia, mercado, floricultura, gás e água, e-commerce
Os outros cinco presets variam menos na estrutura e mais no detalhe que importa pro setor: farmácia e gás e água têm campo de forma de pagamento na entrega, porque é comum ainda cobrar na porta; e-commerce e floricultura têm "destinatário" no lugar de "cliente", porque quem recebe nem sempre é quem comprou; mercado e gás e água têm limite de tamanho da entrega, porque carrinho de compra e botijão de 13 kg não cabem numa bag de bicicleta do mesmo jeito que um pedido de farmácia cabe.
Por que isso não é feature de marketing
Trocar o nome de um campo parece cosmético até você ser a pessoa que trabalha na tela todo dia. Um atendente de laboratório que vê "cliente" onde devia ver "paciente" gasta um segundo a mais toda vez traduzindo — e um segundo, multiplicado por cem coletas no dia, é tempo real perdido em tradução mental, não em trabalho. Nove setores confiam no Rotariza porque nenhum deles precisou virar "mais um cliente de delivery" pra usar um sistema de rota de verdade.